Sexta-Feira, 22 de Janeiro de 2021
 

Chocolate com Pimenta - Márcia Canevari

Dias Toffoli está internado com suspeita de covid-19

O ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), está internado com suspeita de coronavírus. Segundo nota do secretário de Saúde do STF, Marco Polo Dias Freitas, o ministro foi hospitalizado no sábado (23) para drenagem de um pequeno abscesso, destaca o Portal R7.

Toffolli passou por cirurgia

“A cirurgia transcorreu bem e, na noite do mesmo dia, o ministro apresentou sinais respiratórios que sugeriram infecção pelo novo coronavírus, devendo permanecer internado para monitorização. No momento, o ministro está bem e respira normalmente, sem ajuda de aparelhos”, afirma a nota.

O protocolo da cloroquina

O governo federal publicou o novo protocolo para o uso da cloroquina no estágio inicial da Covid-19. O assunto não está pacificado. Um grande estudo foi formulado para encontrar o efeito real do medicamento. Outro estudo sobre casos já registrados aponta para o risco no uso da droga. Minirreforma trabalhista

O relator da MP que cria novas regras de trabalho para o período da pandemia quer colocar trechos da MP do Contrato Verde Amarelo em seu texto. Seria uma nova minirreforma trabalhista, com mudanças como a autorização para o trabalho aos domingos.

Covid-19 no interior

O Brasil vive um momento de interiorização da Covid-19. Ela está avançando sobre pequenos municípios e já foi detectada em 60% das cidades brasileiras. Os menores municípios são os que têm menos estrutura para lidar com a doença.

A queda de Regina

A atriz Regina Duarte não durou meio ano no cargo de secretária da Cultura. Nosso time de jornalistas analisa no podcast 15 Minutos o caminho para sua "fritura". Regina apareceu num vídeo ao lado do presidente Bolsonaro afirmando que tudo vai bem entre eles.

Centrão no governo

As negociações do governo com o Centrão avançam bem. Preparamos um resumo com os nomes já escalados.

Qual o preço da gasolina

O editor Fernando Jasper explica o sobe-e-desce do preço da gasolina. A Petrobras tem anunciado reajustes em série e em direções diferentes.

Holofotes divididos entre um vídeo, um socorro e um vírus

Em uma semana de recordes de casos e óbitos por coronavírus (inclusive ultrapassando a marca de 20 mil mortes por Covid-19 no país), dois assuntos políticos roubaram a cena.

Socorro a estados e municípios

O primeiro foi aquilo que parecia uma trégua entre o presidente Jair Bolsonaro e governadores. O presidente prometeu a sanção do projeto de socorro a estados e municípios na pandemia, desde que fosse vetada a permissão de reajuste salarial a servidores públicos.

Jéssica Sant’Ana

Nossa correspondente de Economia em Brasília, Jéssica Sant’Ana apurou que a maioria dos governadores apoia esse veto. A repórter também mostra como será dividido o valor do auxílio a estados e municípios e outros vetos recomendados pela equipe econômica.

Um jornal que não tem medo de expor e defender suas convicções

Na sexta-feira (22), em editorial da Gazeta do Povo foi mostrado que a ideia de congelar salários do funcionalismo por 18 meses é o mínimo que se espera em troca de ajuda de bilhões de reais para que governadores e prefeitos possam lidar com o período de crise.

Vídeo da reunião ministerial

Em seus últimos meses no cargo, devido à aposentadoria compulsória em novembro, o decano do Supremo Tribunal Federal, Celso de Mello, autorizou a divulgação do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril. Mandou cortar apenas trechos em que os ministros citam outros países, a China e o Paraguai, por motivos diplomáticos.

O vídeo é considerado

Uma das provas citadas pelo ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, de que houve tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro no controle da Polícia Federal. Mas de quebra colocou Celso de Mello no centro de uma polêmica como poucas (ou nunca) esteve durante todo o tempo em que esteve à frente do cargo.

Celso de Mello

Na sexta (22), ainda antes de autorizar a divulgação, o ministro do STF pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) que avalie a apreensão do celular de Bolsonaro. A demanda foi classificada pelo general Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança.

Institucional (GSI)

Como “inacreditável e inconcebível” e uma “interferência inadmissível de outro Poder”. Às 16h58, decano do Supremo enfim liberou a íntegra da decisão e o vídeo.

Brasília e Curitiba

De Brasília, a correspondente Kelli Kadanus resume o que disse Bolsonaro sobre segurança da família e PF em trecho-chave para inquérito. Na avaliação da defesa de Moro, os vídeos confirmariam as acusações.

E é bom ficar de olho sobre o que Bolsonaro disse na sexta:

“O que foi divulgado e não tem a ver com o inquérito é de responsabilidade exclusiva do sr. Celso de Mello, e não dos meus ministros”. Para bom entendedor, nessa frase ele defende sua equipe de ministros, que dispararam durante a reunião muitas frases polêmicas.

Vamos por partes:

Ministro da Educação, Abraham Weintraub pediu cadeia para membros do STF e disse querer “acabar” com Brasília.

Ministra da Mulher

Da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves falou em prisão de governadores e “contaminação criminosa” de índios por coronavírus Ministro da Economia, Paulo Guedes defendeu interferência nos bancos e a venda do Banco do Brasil.

Ministro

Do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho se desentendeu com Paulo Guedes; os ministros trocaram farpas veladas na reunião.

Voltando ao coronavírus...

Novo protocolo. O Ministério da Saúde divulgou um novo protocolo para cloroquina com doses para não internados. A mudança ocorreu na mesma semana em que os registros de óbitos em 24 horas por duas vezes superar as mil mortes: na quinta, quando o país superou a marca de 20 mil óbitos por Covid-19, e antes na terça.

Mais cloroquina

Ainda sobre o medicamento, pesquisadores britânicos deram início ao maior estudo internacional em curso sobre a eficácia do uso na prevenção da Covid-19. E na sexta (22) foi divulgado um grande levantamento envolvendo as substâncias com diagnosticados e internados informando que a medicação pode ser arriscada.

A reportagem

Traz mais informações sobre a pesquisa que foi divulgada com registros de 96 mil pacientes em vários países. Vale lembrar, contudo, que o protocolo do Ministério da Saúde sugere a prescrição para casos leves e moderados, e ainda não há dados nem grandes estudos do uso da cloroquina em tal estágio da doença.

Vacina

Antes, uma empresa norte-americana de biotecnologia anunciou na segunda-feira (18) resultados animadores sobre o desenvolvimento de uma vacina contra o coronavírus. A pesquisa está no início dos testes clínicos com voluntários. Os resultados iniciais mostram níveis de anticorpos semelhantes aos observados em pessoas que se recuperaram da Covid-19.

Vermífugo contra o coronavírus

Também divulgamos um estudo apresentado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia mostrou que um vermífugo pode ser eficaz na ação contra o coronavírus, veja na reportagem de Fernanda Trisotto. A repórter Amanda Milléo entrevistou especialistas que revelam como a droga funciona e mostramos mais detalhes sobre o vermífugo Annita em nosso podcast diário 15 minutos.

Alerta aos pais: pedofilia virtual aumenta no Brasil

Beneficiários do programa Bolsa Família com carro de luxo na garagem, renda familiar de até R$ 7 mil, casa de sete cômodos e acúmulo do benefício com aposentadoria de R$ 3 mil, pensão de R$ 2 mil ou emprego na prefeitura municipal. Centenas dessas fraudes foram apuradas por auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) realizadas no ano passado. Os benefícios pagos mediante fraude permitiriam o atendimento de pessoas que estão na fila para ingressar no programa.

O cruzamento de bases de dados oficiais

Identificou famílias com renda superior ao limite para ingresso no programa. Em Barra dos Coqueiros (SE), vizinha a Aracaju, a mãe da titular recebe o Bolsa Família de amparo social ao idoso, no valor de R$ 998. A avó materna, residente no mesmo endereço, recebe aposentadoria de R$ 3,7 mil e pensão por morte de R$ 2,6 mil. Para justificar saques ocorridos na sua conta fora do município, foi alegada a necessidade de viagens ao Rio de Janeiro. A renda familiar chega a R$ 7,4 mil.

Em Anajatuba (MA)

Distante 130 km de São Luís, foram encontrados na casa de uma beneficiária um veículo caçamba, de propriedade do seu marido, e uma caminhonete Toyota Hillux, que seria do seu filho, residente em São Luís.

A beneficiária recebe ainda seguro-defeso

Desde 2013, e o benefício para pessoa com deficiência desde 1996. Além disso, constam no cadastro da família duas netas que moram com a mãe em São Luís. A residência é ampla, com sete cômodos, garagem interna e abrigo coberto para a caçamba, e conta ainda com grande área de terreno sem construção.

Em Ribeirão (PE)

Na região da Mata, onde os repasses mensais somam R$ 860 mil, um beneficiário informou que a renda familiar se situa entre R$ 7 mil e R$ 8 mil no período da moagem da cana-de-açúcar – seis meses por ano. A família confirmou possuir alguns veículos, um deles avaliado em R$ 90 mil.

A terra dos carrões

Em Itapetim (PE), na região do Pageú, a CGU constatou que o marido de uma titular trabalha em venda de produtos agropecuários (galinha, porco, etc.), com renda não declarada. A família confirmou possuir uma caminhonete Mitsubishi L200 Sport 4X4, avaliada em R$ 34 mil.

Mais uma família

Tem uma Mitsubishi L200 Sport, no valor de R$ 34 mil, que se encontrava na residência da beneficiária durante a visita e foi fotografada. No sistema Renavan, consta ainda uma GM S10 de Luxe, no valor estimado de R$ 31,2 mil, em nome da família. Segundo a beneficiária, o veículo pertencia a seu cônjuge, mas foi vendido.

Outra beneficiária

Informou que a renda familiar atual é do seu cônjuge, que trabalha como operador de máquina em Sertânia/PE. Ele é proprietário de um Ford Ecosport avaliado em R$ 55 mil. Uma titular que não foi localizada tem em seu nome um Toyota Corolla com valor estimado em R$ 52 mil. Em visita ao domicílio, em julho do ano passado, a responsável familiar disse que havia emprestado seu nome a terceiros para compra do veículo e que já teria ocorrido a transferência de titularidade.

Direita, esquerda e a hidroxixloroquina

Por enquanto, não há medicamentos de efeito comprovado contra a Covid-19. O uso clínico da hidroxicloroquina (HCQ) parece trazer bons resultados no início da enfermidade para alguns pacientes, mas faltam estudos definitivos sobre isso. Uma grande pesquisa na Universidade de Oxford, que pretende recrutar 40 mil pessoas em Europa, Ásia e África, tenta atestar se, de fato, na fase inicial da doença e nas doses corretas, a hidroxicloroquina pode ser eficaz.

O remédio

É utilizado há mais de 40 anos e, segundo os médicos que o prescrevem para diversas enfermidades – como malária, lúpus, etc. –, como o presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, Antônio Carlos Lopes, não há efeitos colaterais significativos nas doses corretas.

Pesquisadores e médicos

Que utilizaram o remédio, em levantamentos também não definitivos – na Itália, França, Índia, Israel e Rússia –, estão animados com o uso da HCQ, entusiasmo que contagiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o nosso, do Brasil, Jair Bolsonaro. Os dois políticos viram na HCQ a possível solução para flexibilizar o isolamento e seus efeitos econômicos.

A manifestação favorável

À HCQ por parte dos dois políticos, porém, odiados por vários motivos por representantes de comunidades científicas, iniciou uma verdadeira batalha contra a substância. Cientistas favoráveis a Bolsonaro já escreveram duas cartas, publicadas na Gazeta do Povo, denunciando o uso político da ciência para:

Um

realizar estudos com HCQ ,em doses altas ou em uma fase que ela já não é mais eficaz, feitos, supostamente, apenas para desacreditar Trump e Bolsonaro – como o estudo de Manaus que utilizou uma dose cavalar de cloroquina em pacientes terminais e está sendo investigado pelo Ministério Público; 2) beneficiar interesses de grupos farmacêuticos.

A reportagem está atenta para explicar esse cenário da melhor forma possível, tentando, por meio da informação, impedir que interesses políticos e econômicos impeçam a realização de estudos que possam esclarecer, de fato, se a HCQ é ou não eficaz contra a crise mundial do coronavírus.

Bom dia, leitor!