Andradina sediou fase municipal da 5ª Conferência Nacional da Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
Andradina -
Andradina recebeu a etapa municipal da 5ª Conferência Nacional da Saúde do
Trabalhador e da Trabalhadora, que teve a participação de representantes de 12
cidades da região. Segundo explicou a secretária de Saúde de Andradina,
Maristela Marinho, as discussões vão gerar propostas para revisar e atualizar a
Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSTT).
Com o tema "Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora como Direito
Humano", a conferência busca reafirmar a luta por condições de trabalho
dignas e saúde para todas as pessoas.
As conferências municipais, regionais e macrorregionais, serão realizadas 15 de
abril, e são etapas preparatórias são fundamentais para reunir propostas e
diretrizes que vão nortear as discussões nacionais, previstas para a etapa
final da 5ª CNSTT.
Histórico e importância
Após mais de uma década sem a realização da CNSTT, o evento
retorna como uma oportunidade para que trabalhadores e trabalhadoras de todo o
país contribuam diretamente na construção de políticas públicas. Desde a
primeira edição, em 1986, a conferência tem sido um marco na integração e
descentralização das ações de saúde voltadas para os trabalhadores. As edições
anteriores ocorreram em 1994, 2005 e 2014.
Entre 2014 e 2025, o mercado de trabalho brasileiro passou por profundas
transformações que impactaram diretamente a saúde de trabalhadores e
trabalhadoras. Nesse período, foram implementadas reformas significativas, como
a trabalhista e a previdenciária. Apesar da recente melhoria no índice de
desemprego, o aumento da informalidade segue como uma realidade marcante.
No trimestre encerrado em novembro de 2024, a taxa de desemprego no Brasil caiu
para 6,1%, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua, que traz
informações sobre a inserção da população no mercado de trabalho, associadas a
características demográficas e de educação), em 2012, de acordo com o Instituto
Brasileiro de Geologia e Estatística (IBGE).
Esse percentual representa 6,8 milhões de pessoas desempregadas, enquanto o número de ocupados alcançou um recorde de 103,9 milhões. O total de trabalhadores com carteira assinada também atingiu o maior patamar já registrado, com 39,1 milhões de pessoas formalmente empregadas. Já a taxa de informalidade foi de 38,7% da população ocupada (40,3 milhões), apresentando uma leve redução em relação ao mesmo período de 2023, quando era de 39,2% (39,4 milhões).