Segunda-Feira, 21 de Setembro de 2020
 

JBS apoia projeto de cientistas da USP que identifica novo coronavírus pela saliva

Doação faz parte do programa “Fazer o Bem Faz Bem – Alimentando o Mundo com Solidariedade” da Companhia, que está destinando R$ 50 milhões para a pesquisa no Brasil

São Paulo - Em breve, a população poderá ter acesso a um novo teste capaz de identificar por meio da saliva casos suspeitos de Covid-19. A instituição à frente dessa inovação é o Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP, que conta com o apoio da JBS e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp). Trata-se de uma alternativa ao RT-PCR, teste que hoje é referência mundial na detecção de casos ativos do novo coronavírus. O RT-Lamp, como é chamado, já se encontra em fase final de desenvolvimento.

As doações para a Ciência integram um esforço nacional da JBS de combate à Covid-19, por meio do programa “Fazer o Bem Faz Bem - Alimentando o Mundo com Solidariedade, que está empenhando R$ 50 milhões para projetos e pesquisas científicas com esse foco em todo o Brasil.

Por meio dessa doação, a Companhia contribui para um avanço tecnológico relevante para o País, que busca o desenvolvimento de um novo método diagnóstico mais simples queRT-PCR; rápido, e que dispensaria a aquisição da maioria de insumos importados de maior custo para a realização do teste ou dispensaria a compra da maior parte deles.

O sistema prevê a autocoleta pelo paciente e permite, de forma indolor e não invasiva, o recolhimento da saliva em um tubo de ensaio. Com isso, diminui-se o risco de contágio já que não será mais necessária a atuação de um profissional de saúde para a retirada de amostras de nasofaringe. Alem disso, o uso da saliva dispensa o uso de swabs para a testagem. A previsão é que o resultado fique disponível entre 30 e 40 minutos.

Agora, o desafio dos pesquisadores é avançar na etapa de padronização do teste, por meio de soluções químicas que permitam manter o vírus estável, sem sofrer a ação de enzimas presentes na saliva. O processo de análise molecular do RT-Lamp é parecido com o PCR, porém sem a necessidade de extrair o ácido nucleico (RNA, composto “primo” do DNA) das amostras.

Para não encarecer a pesquisa, os cientistas lideram ainda a produção de reagentes químicos no próprio laboratório para não depender de enzimas comerciais importadas. Para superar também o entrave da falta de reagentes, o projeto conta com a colaboração do Instituto de Química da USP.

Para Maria Rita Passos-Bueno, pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, o teste de saliva poderá custar 1/4 do valor do RT-PCR, que hoje é precificado nos laboratórios brasileiros entre R$ 350 e R$ 400. “Simplificar os métodos de coleta e análise impactam na redução dos custos finais do teste.

Com isso, amplia-se o benefício para a população que poderá contar com uma opção mais acessível e rápida de testagem”, explica. Um dos objetivos do projeto é oferecer o teste em localidades com pouca infraestrutura para coleta e análise, por meio da inclusão dos laboratórios de referência das universidades para ampliar a capacidade de testagem no País.

JBS já empenhou R$ 35 milhões para estudos e pesquisas científicas no Brasil

O programa de doações da Companhia já definiu o destino de 70% dos R$ 50 milhões que serão alocados na área da ciência dentro do programa de R$ 400 milhões em doações que a empresa está destinando ao enfrentamento do novo coronavírus no Brasil. A seleção de projetos é feita pelo comitê científico do programa, formado por especialistas independentes e tem como foco áreas de pesquisa sobre o novo coronavírus.

Todos os projetos apoiados são ligados a universidades, como USP, Unesp, UFMG, UFMS, UFPE, UFPI e UFPel; institutos de pesquisa renomados, como Fiocruz; entidades de saúde, como Hospital das Clínicas de São Paulo e Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, além de projetos selecionados em chamada do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“O maior propósito do programa é ajudar a salvar vidas e investir em ciência é um dos melhores caminhos para fazer isso hoje, e assim também deixar um legado permanente para o Brasil”, ressalta Joanita Maestri Karoleski, gestora do “Fazer o Bem Faz Bem”. “O avanço científico é, sem dúvida, uma das mais relevantes conquistas que poderemos deixar para as futuras gerações. Já aprovamos o apoio para 37 estudos e pesquisas brasileiras e estamos trabalhando para selecionar outros projetos que estejam em linha com o diagnóstico de necessidades prioritárias para as diferentes regiões do país”, complementa.

O programa “Fazer o Bem Faz Bem - Alimentando o Mundo com Solidariedade”, da JBS, conta com um time de 30 colaboradores da JBS totalmente dedicados à iniciativa.

Além dos R$ 50 milhões destinados ao apoio de pesquisas científicas, outros R$ 330 milhões estão sendo aplicados na saúde pública do país e R$ 20 milhões no apoio de projetos sociais, totalizando R$ 400 milhões em doações para enfrentamento da pandemia no Brasil. As consultorias Tyno, na área administrativa, e a Grant Thornton, na auditoria das doações, apoiam o projeto de forma pro bono.

A estimativa é que mais de 76 milhões de pessoas sejam beneficiadas com as ações realizadas pela companhia. Para mais informações acesse jbs.com.br/fazerobemfazbem.