Quarta-Feira, 27 de Outubro de 2021
 

Chocolate com Pimenta - Márcia Canevari

De ícone da Lava Lato a fofoqueiro-mor

Moro se revelou um perfeito Cavalo de Troia. O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, concedeu mais uma – entre tantas em tão poucos dias – entrevista, onde voltou a atacar o governo Bolsonaro, e isto em tom político, tendo em vista que, juridicamente, o homem que já foi considerado ícone da operação Java Jato agora não oferece ameaça ao Planalto, considerando o fracasso das suas últimas investidas.

Para a revista Crusoé

Moro fez uma série de conjecturas: “O que se dizia no Planalto era que a soltura do Lula era bom politicamente para o presidente. Isso foi dito. Eu sou um homem de Justiça, um homem de lei, e não acho que um cálculo político pode ser envolvido nisso”, disse ele.

Como “um homem de lei” assim apresentado

Moro decepciona ao fazer afirmações aleatórias com claro viés sensacionalista. Mas há uma explicação: ciente de que juridicamente não possui condições de vencer o embate contra Bolsonaro, o ex-ministro partiu para uma guerra de narrativas, a fim de tentar sustentar às acusações que fez no dia 24 de abril de forma extraoficial.

Moro sabe que

Mesmo derrotado juridicamente conseguirá holofotes e o apoio necessário para se manter vivo politicamente fazendo uso apenas de um arsenal de… fofocas! É assim que se denomina o conjunto de falatórios “soltos”, sem o amparo de fatos comprováveis, tendo como maior interesse a reprodução de polêmicas.

Fofoqueiro-mor

O número de contradições de Sérgio Moro em menos de cinco meses é tão grande que já podemos apelidá-lo de fofoqueiro-mor, pois não há quem, em sã moralidade, mude tão radicalmente de perspectiva acerca de um governo quando o defendia explicitamente há três meses antes de renunciar o seu cargo.

Observe por exemplo o que Moro disse para a Crusoé:

“No que se refere à agenda anticorrupção, de fortalecimento das instituições e aprimoramento da lei para tanto, sim (o governo se afastou), e já faz algum tempo.” “Já faz algum tempo”, disse ele, certo?

Agora

Compare essa declaração com a fala do ex-ministro dita em 27 de janeiro desse ano, portanto, apenas quatro meses atrás praticamente, contando de hoje: “Vou apoiar o presidente Jair Bolsonaro, ele quer a reeleição. O presidente está dando apoio às políticas da pasta [de Justiça e Segurança Pública]. Ele está honrando o compromisso que assumimos juntos”.

Estranho, não? Moro também disse:

“A lei Anticrime tem muita coisa importante (…), inseriram questões que não eram da minha concordância. Mas tem coisas que são contornáveis por interpretação do juiz. Essa é uma lei importante para o país que tem mais avanços do que retrocessos”.

É avanço ou retrocesso?

Ambos não dão certo? Por isso ele foi claro ao falar de “avanços”! O mesmo comportamento inspirado na bipolaridade moral observamos na questão das “fake news” e ataques à imprensa, vejam só!

Também em janeiro desse ano

Moro defendeu claramente o presidente Bolsonaro no tocante à liberdade de imprensa, o que contraria uma das teses centrais dos críticos atuais quanto ao modo como o governo lida com a produção de informações jornalísticas.

2018

“O que vi nas eleições passadas, é que você tinha um grupo falando que iria regular imprensa, cercear a liberdade da imprensa e do judiciário. E do outro lado, vejo o presidente dando ampla liberdade à imprensa. É claro que isso é um dever, uma obrigação constitucional do presidente, mas você não vê qualquer atitude do presidente tentando cercear a liberdade de imprensa“, disse ele, segundo o UOL.

Finalmente…

A lista de indícios que revelam a profunda contradição no comportamento de Sérgio Moro em um curto espaço de tempo é impressionante e frustra qualquer admirador, não do atual Moro, mas do antigo juiz da Lava Jato que, felizmente, teve seus processos validados por diferentes instâncias, pois caso contrário suas sentenças certamente já estariam sendo derrubadas a essa altura.

Nada de novo

Em sua entrevista para a Crusoé, Moro novamente não trouxe nada de novo. Amontou declarações especulativas contra o governo e ainda se contradisse, mais uma vez, através de uma publicação no Twitter, onde afirmou que a sua intenção não foi a de “criticar”.

Construir?

“Concedi entrevista à Crusoé sobre minha saída do Governo. Espero que ela motive o PR a se empenhar de fato na construção de uma agenda anticorrupção junto ao Congresso e a preservar a autonomia das agências policiais. O propósito não é criticar, mas construir”, afirmou. É muita contradição no discurso de alguém que, agora, além de fofoqueiro-mor, parece ter atuado como um perfeito Cavalo de Troia em nome de causa própria.

Oposição, grande mídia e histeria:crise muito maior que coronavírus

É irracional ignorar a gravidade do novo coronavírus, mas é igualmente insano querer alimentar um cenário de pânico na população para querer utilizá-lo para fins políticos contra o governo. Neste exato momento, é isso o que está acontecendo no Brasil, lamentavelmente.

Oposição só por uma cadeira

“Mídia, Câmara, Senado, Doria e Witzel estão unidos à esquerda usando o coronavírus para derrubar um governo legítimo que não tem uma acusação de corrupção”, comentou o colunista do Opinião Crítica especializado em Ciências Políticas, professor Heuring Felix Motta.

Motta observou

Que ao pedir a renúncia do presidente Bolsonaro, Janaína Paschoal e os críticos que fizeram coro com ela estão criando uma situação de crise maior do que o próprio coronavírus, uma vez que mesmo sendo passível críticas a postura do presidente ao cumprimentar manifestantes no último domingo, ela não justifica um pedido de impeachment.

Falta respeito à Bolsonaro

“Você pode não gostar do jeito tempestivo de Bolsonaro, da forma como ele trata a mídia, mas pedir a derrubada de um governo por tais questões banais é trair a nação. Janaína Pascoal e Witzel deveriam perder seus mandados e responder por crime de conspiração”, ressaltou o professor em sua rede social.

O especialista em investimentos

Leandro Ruschel também comentou: “Como não há apoio popular para o Impeachment, a corja pode utilizar a situação do coronavírus para buscar o golpe, com menor chance do povo ir às ruas. Por isso o fato de muitos terem idos às ruas no final de semana incomodou tanto a elite corrupta”.

Em um artigo para o Brasil Sem Medo

Ruschel apontou a decisão tomada pelo Congresso Nacional recentemente, ao derrubar o veto presidencial sobre a ampliação dos benefícios de prestação continuada, gerando uma despesa extra de R$ 20 bilhões para o Brasil em um contexto de pandemia.

Congresso aumenta crise

“A postura do Congresso é ainda mais grave dada a situação de crise global criada pela epidemia do coronavírus. Seria mais ou menos como tentar apagar um incêndio com gasolina. No dia seguinte à votação, o dólar chegou a negociar acima de R$ 5,00 e a bolsa caiu mais de 15%, em boa parte por conta da postura do Congresso”, avaliou Ruschel.

O professor da Universidade Federal de Pernambuco

Dr. Emanoel Barros, vem fazendo uma série de observações acerca do cenário econômico do país em suas redes sociais, apontando a forma como a grande mídia vem tratando a pandemia em clima de caos nacional, quando na verdade a maior crise é externa e não interna.

Muita mentira

“Quem assiste a grande mídia pensa que as pessoas estão morrendo nas ruas do Brasil, que já estamos vivendo uma epidemia. Mentira! Não há epidemia no Brasil! Tomando os devidos cuidados, vamos viver a vida normalmente”, avalia Barros, lembrando que cabe também ao Congresso aprovar as medidas propostas pelo governo para manter o equilíbrio econômico diante da situação.

Novas medidas

“Somente com o equilíbrio fiscal que temos hoje, o Min. Paulo Guedes pôde anunciar as medidas econômicas contra a crise COVID-19. Prioridades que o Governo impõe ao Congresso: (1) O PLN da Eletrobrás, (2) O Pacto Federativo, e, (3) A Reforma Administrativa. Equilíbrio e sensatez!”, afirmou o professor em outra publicação.

Efeitos

“Estamos sob o efeito de um choque exógeno. São nessas horas que o governo deve intervir, não qualquer hora (como prega a esquerda). Não somos alvo de choques, estamos sofrendo com o efeito das Bolsas Externas. Dos R$450 bilhões em reservas, usamos cerca de R$7 bilhões para equilibrar o câmbio”, destacou.

Não significa menosprezo

Avaliar o cenário real da pandemia no Brasil não significa menosprezar a gravidade do Covid-19 no mundo, nem em território nacional, mas apenas enxergar a situação sem se deixar influenciar por interesses alheios aos da saúde pública, a saber: partidários!

Sem ter uma base legal

Para acusar o governo de crime de responsabilidade, a oposição parece tentar inflar o clima de tensão que envolve a população para jogá-la contra o presidente, de modo que até figuras expoentes como a deputada Janaína Paschoal se deixaram levar por essa pressão.

Bolsonaro não agiu da forma mais inteligente

No último domingo, seria o correto da sua parte atender as recomendações do seu ministro da Saúde, dando assim o exemplo para toda a população que lhe segue. Todavia, a postura do presidente não implica em crime de responsabilidade, visto que não é possível apontar de forma objetiva as consequências do seu contato com o público em termos de danos para o coletivo.

Qualquer acusação

Além de uma mera crítica pontual não passa de especulação política e oportunismo. “O perigo do que estamos vendo é o avanço arbitrário do STF”, diz Constantino. O jornalista Rodrigo Constantino comentou na manhã desta terça-feira (16) a nova operação da Polícia Federal, desencadeada após autorização do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a pedido da Procuradoria Geral da República.

Na ação

21 endereços em seis estados, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Maranhão, Santa Catarina e no DF foram alvos da Federal. Segundo informações da Exame, a investida faz parte de um inquérito que visa apurar o suposto financiamento de manifestações em Brasília.

O jornalista Allan dos Santos

Do canal Terça Livre, foi um dos alvos da operação, assim como o deputado Daniel Silveira. Para Constantino, a nova ação que atinge diretamente os apoiadores do presidente se trata de um “avanço arbitrário do STF” conduzido por Alexandre de Moares.

STF passou de todos os limites

“Nessa hora a patota corporativista não se manifesta”, disse Constantino ao comentar o fato do jornalista Allan dos Santos ser um dos alvos da operação.

Destacou Constantino

“O perigo do que estamos vendo é o avanço arbitrário do Supremo Tribunal Federal e principalmente do ministro Alexandre de Moraes, e muita gente que não deveria estar aplaudindo isso, mas fica aplaudindo porque o alvo são bolsonaristas, só que amanhã pode ser qualquer um”.

E tem mais

“O que temos que condenar aqui são os métodos. Isso aí não faz o menor sentido. Já tentaram com inquérito ilegal de fake news, agora tem essa história de manifestações antidemocráticas, sendo que do lado de lá nos vemos torcidas organizadas, nos vemos antifas, nos vemos partidos comunistas e ninguém fala nada, ao contrário, a imprensa fica falando de ‘atos pela democracia'”, completou o jornalista.

Assista:

O deputado federal e jornalista Paulo Eduardo Martins fez um breve comentário sobre a existência da “CPI das Fake News”, criticando, aparentemente, a forma como os parlamentares envolvidos na Comissão estão abordando o assunto considerado polêmico por muitos.

Joice a rainha das fakes

“CPMI das Fake News é uma grande divulgadora de fake news”, escreveu o deputado em sua conta oficial no Twitter. Martins fez o comentário após a divulgação de um relatório elaborado por consultores legislativos, onde diversas mídias aparecem como reprodutoras de “notícias falsas” ou conteúdo “inadequado”.

Gabriel Monteiro sai do MBL

PM Gabriel Monteiro anuncia o seu desligamento do MBL e seguidores comemoram.O policial militar e youtuber Gabriel Monteiro, que ficou conhecido nacionalmente por fazer vídeos debatendo com esquerdistas, anunciou na segunda-feira (18) o seu desligamento do Movimento Brasil Livre (MBL). A decisão publicada das suas redes sociais foi comemorada pelos seguidores do ativista.

Gabriel agradeceu

“Agradeço a oportunidade que tive de estar pouco mais de um ano no MBL. Venho anunciar meu desligamento do Movimento Brasil Livre (MBL). Seguimos em frente”, publicou Gabriel.

Jamil Ono x Mário Celso

Durante a semana pintou uma enquete onde Jamil aparece com 45% e Mário Celso Lopes com 55%. Acontece que Jamil Ono ainda não confirmou sua pré-candidatura, afirmando ainda que respeita a decisão da prefeita Tamiko Inoue que é do mesmo partido de Mário Celso o PSDB e do atual vice-prefeito Pedrinho Bentivoglio.

E ainda

O empresário Mário Celso Lopes também não afirmou oficialmente sua pré-candidatura a prefeito de Andradina. Portanto, prefiro esperar as confirmações para tecer os comentários.

Só acrescento que

Tem vereador, ex-vereador e outros com o nariz na política, que estão mais sujos do que “pau de galinheiro”, então hoje em dia para se escolher apoiadores e até o pretenso vice, é necessário fazer um mapeamento, porque um vice leva sim a se perder uma campanha.

E os vereadores?

Se depender de alguns políticos, a intenção é de que nenhum dos que ai estão se reeleja. Logicamente é mais fácil manipular os novatos, do que aqueles que já adquiriram alguma experiência. No entanto, alguns, entra ano e sai ano e simplesmente não aprendeu nada.

Covidão-19

E vem ai outra pandemia na vida de políticos corruptos: se explicar a Policia Federal os desvios das verbas federais no combate ao Covid-19. O governador do Rio de Janeiro já está partindo para o impeachment.

Bom dia, leitor!