Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019
 

Chocolate com Pimenta - Márcia Canevari

Deu o que falar

A coluna Chocolate com Pimenta suscitou muitos comentários nas rodas políticas, devido a algumas colocações que fiz na semana passada, principalmente no número de votos que cada andradinense obteve nas eleições a deputado, que muita gente já havia esquecido.

Especulações

As eleições municipais ocorrerão em 2020, mas as especulações já começaram há muito tempo. Tem gente querendo ser prefeito sabendo que não reúne o mínimo requisito para isso; outros que vejo com grandes chances, sequer cogitam em disputar tal cargo.

Só existe um porém

Caso a base de oposição se divida, a situação se reelege. Isso é fato. No entanto, como sempre ocorre, poucos abrem mão das próprias vaidades e quando vemos, o pleito começa com mais candidatos a prefeito do que a vereador.

Muito barulho pra nenhum conteúdo

O vereador cassado Mário Gay saiu espalhando aos quatro cantos que vai dar uma entrevista bombástica para um jornal de grande circulação e bla´, blá, blá. Afirmou que tem várias denúncias a fazer e que se ele caiu, muita gente também vai cair.

Penso eu que

Um cara eleito vereador, tem por obrigação defender e proteger seu povo e sua cidade. Se tiver denúncias e não as fez enquanto vereador, foi cúmplice.

Foguetório

Mário Gay se quisesse de fato dar uma entrevista, bastava fazer uma live ao vivo e falar tudo o que pensa e ponto final.

Canalhice

É muito sórdido ameaçar políticos, dizendo que tem muito a contar ou denunciar, somente para chamar a atenção e no final das contas, com certeza ou vai mentir muito, ou não dizer nada.

Sem moral

Mário Gay foi cassado por quebra de decoro, aprontou poucas e boas dentro da Câmara Municipal e os vereadores não tiveram alternativa, senão tirá-lo de lá. Assédio sexual, moral, constrangimento, agressão verbal, agressão física e por último, o vereador cassado foi acusado de tentativa de extorsão. Um sujeito desses tem moral para falar de alguém? De convocar imprensa? Quem vai acreditar nele?

Mais vereança

E falando em vereadores, no último pleito a população andradinense mudou 80% dos que ali estavam. Foi radical que Márcio Makoto e Wilson Bossolan só estão na casa porque dois nomes saíram do cargo, Márcio Arai que retornou a Prefeitura municipal e Mário Gay que foi cassado.

Mudanças

O povo deu o recado nas urnas em 2016 renovando o Legislativo e em 2018, a eleição de Jair Bolsonaro também foi um recado bem dado aos políticos; O poder emana do povo.

Marcos Citro

Semana passada tive uma conversa informal com o ex-prefeito Marcos Citro. Temos uma linha de raciocínio parecida, principalmente quando se fala em ter carisma diante da população. Tem uns políticos que não conseguem falar a língua do povo, outros não conseguem serem simpáticos, outros olham as pessoas por cima com arrogância, enfim, defeitos difíceis de modificar.

Um sábio

Marcos Citro me disse que “um homem só deve olhar por cima para outro homem, quando for para lhe estender as mãos e ajudá-lo a se levantar”. Comecei a trabalhar com esse grande homem em 1976, há 43 anos e aprendi muito com ele e pelo jeito, continuo aprendendo.

Coach Rogério Martins

E falando em aprender, o coach que esteve na última terça-feira palestrando em Andradina nos deixou a seguinte mensagem: “Minha missão de vida é disseminar conhecimento que despertem a excelência interior nas pessoas, contribuindo para transformar os seus sonhos mais profundos em uma imensa realidade, num ambiente seguro, repleto de amor, conexão e plenitude”.

E o Jamil?

Apesar de faltar ainda um bom tempo para as eleições, penso que Jamil Ono seria o candidato a prefeito natural da situação. No entanto, o próprio me disse que vai respeitar a decisão primeiramente da prefeita Tamiko Inoue e do vice Pedrinho Bentivoglio, se querem ou não disputar reeleição e o cargo de chefe do Executivo, para só depois ele decidir seu rumo político.

Ocorre que

Até as eleições, os grupos mesmo da situação sofrem com as divisões partidárias, ideológicas e pessoais. O tempo desgasta relacionamentos, abrem feridas, deixam mágoas, mas também constroem amizades e fidelidade. Essas divisões acabam por enfraquecer os grupos e sem grupo ninguém se elege.

Candidato

Nas eleições passadas um candidato perdeu as eleições, porque metade do seu grupo o abandonou no meio da corrida eleitoral e após as eleições, ele mesmo fez questão de se afastar do seu antigo grupo. Deixou de pagar financeiramente alguns, para outros sequer agradeceu pelo desempenho.

Na verdade

O ex-candidato culpou o grupo pela derrota, esquecendo-se que aqueles que o abandonaram no meio do pleito, alguns foram traíras mesmo, mas outros o próprio candidato os abandonou a deriva.

Tanto é que

Após as eleições, nunca mais houve sequer uma reunião, nem mesmo para juntar os cacos ou discutir sobre os possíveis erros estratégicos da campanha. O grupo virou fumaça e nunca mais houve sequer uma reunião para qualquer agradecimento ou lavar a roupa suja.

Vida nova

Agora os grupos começam a se formar. Muitos políticos já estão se movimentando, buscando parcerias, traçando metas para 2020. Dr. Flavio Amorim ficou em segundo lugar em 2016, com 1.700 votos atrás da prefeita Tamiko Inoue.

1.700 votos?

Até 2016 Dr. Flávio Amorim tinha realizado mais de 20 mil cirurgias pelo SUS. Ah, mas ele não fez de graça, recebeu pelo SUS. Concordo, recebeu sim pelo SUS. Mas todos sabem que o SUS paga R$ 2,00 por uma consulta e R$ 150,00 por uma cesariana.

E daí?

Hoje quando um paciente precisa passar por uma cirurgia, dificilmente um médico quer fazer essa cirurgia. Cada dia que passa os cirurgiões estão ficando mais raros. Dr. Flávio Amorim chega a fazer até oito cirurgias de pequena e média complexidade por dia. Mas ele recebe, dizem alguns. Recebe sim, mas quem se habilita a fazer o seu trabalho, correndo tantos riscos e recebendo tão pouco?

E por ai vai

Se Dr. Flávio Amorim ficou em segundo lugar no pleito de 2016, porque estaria enfraquecido para 2020? Exatamente porque não soube manter seu grupo e como ninguém é uma ilha, não se ganha eleição sozinho.

Nesse contexto

Existe sim a possibilidade de se formar um novo grupo, no entanto penso que a força de 12 mil votos de 2016, já não será a mesma em 2020. Requer muito trabalho e muito investimento.

E a turma da Santa Casa?

O presidente da OSS Dr. Fábio Óbici não comenta sobre política. Ou seja, a meu ver não existe grupo político naquele local, com exceção ao advogado que é vereador Dr. Geraldo Shiomi Junior.

Minha opinião

Assim como penso sobre Mauricio Carneiro, Shiomi ainda não se firmou na vida pública para pleitear o cargo de chefe do Executivo. Ou seja, ainda está na fase do plantio, da semeadura para depois partir para a colheita. Não adianta querer colher sem plantar.

E o superintendente Sebastião Sérgio da Silva?

Um nome novo, que hoje governa quase vinte instituições de saúde no estado de São Paulo e fora dele, fez mudanças significativas que até as eleições estará completando 10 anos em Andradina, inclusive sendo sondado para compor a secretaria estadual de saúde.

Governabilidade

A meu ver, Sebastião Sergio da Silva tem preparo, seriedade, competência e responsabilidade para ser prefeito. No entanto, nunca em hipótese alguma me disse que pretende ser candidato.

E dentre os demais vereadores?

Quem tem cartucho para queimar na campanha, ou está mais sujo do que pau de galinheiro, ou não pretende mais seguir carreira política. Os que querem ser prefeito não têm pólvora para queimar e nem o apoio da própria família. E ainda tem gente que corre o risco da inelegibilidade para 2020.

E quem sobra?

Tem sim pessoas sérias, competentes para buscar o cargo de prefeito, mas dentre os quinze, em minha opinião, apenas um deles tem condições de chegar lá. Então, por via das dúvidas, melhor não arriscar, mas sim buscar cargos de vice-prefeito e para reeleição aposto em 50% deles.

Outro mais sujo do que pau de galinheiro

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou a declaração dada no domingo pelo presidente Jair Bolsonaro, quando ele disse que vai indicar o ministro da Justiça, Sergio Moro, para a primeira vaga que surgir na Corte. O presidente afirmou que fará isso porque tem um compromisso com Moro. Para Marco Aurélio, isso "soa muito mal" para o ministro da Justiça, por sugerir que houve uma "troca" e que ele virou "as costas" ao cargo que ocupa atualmente.

No domingo

Em entrevista à rádio Bandeirantes, Bolsonaro disse: "Fiz um compromisso com ele [Moro], porque ele abriu mão de 22 anos de magistratura. Eu falei: a primeira vaga que tiver lá está à sua disposição. Obviamente, ele teria de passar por uma sabatina no Senado. Eu sei que não lhe falta competência para ser aprovado lá. Mas uma sabatina técnico-política.

Honra

Eu vou honrar esse compromisso com ele. Caso ele queira ir para lá, será um grande aliado, não do governo, mas dos interesses do nosso Brasil dentro do Supremo. A primeira vaga que tiver, eu tenho esse compromisso com Moro, e, se Deus quiser, cumpriremos esse compromisso. Acho que a nação toda do Brasil vai aplaudir um homem desse perfil no Supremo.

No entanto

O povo brasileiro quer Dr Sergio Moro como o próximo presidente da República. Na semana passada durante uma transmissão pelo site Uol, onde Dr Sergio Moro foi sabatinado por senadores da República, 95% dos internautas ovacionaram o Ministro da Justiça.

Grande herói

Dr. Sergio Moro hoje é visto como um grande herói da Nação brasileira no mundo todo. O Super Ministro recebeu inúmeras homenagens dentro e fora do Brasil, é respeitado e ovacionado por onde passa e se hoje tivessem eleições, Moro seria eleito presidente da República com pouco esforço, dizem blogueiros de todas as partes do Brasil.

O que disse Moro

"Na segunda-feira, Moro disse que não impôs a indicação ao STF como condição para assumir o Ministério da Justiça. Em Curitiba, onde participou de uma palestra sobre Direito Empresarial, ele declarou que ficou "honrado" com a promessa feita no fim de semana por Bolsonaro.

Super-ministro

"Quando fui convidado, em novembro, o que aconteceu? Cheguei ao presidente e falei: "Olha, presidente, minha idéia é juntar os dois ministérios, Justiça e Segurança Pública, e ser firme em relação à corrupção, crime organizado e crime violento". E aquela idéia de preservar o legado da Lava Jato. Havia e há muitos inimigos desses avanços anticorrupção", afirmou Moro.

No mês passado

Moro comparou uma indicação ao STF a ganhar na loteria, durante entrevista ao jornal português Expresso. "Seria como ganhar na loteria. Não é simples. O meu objetivo é apenas fazer o meu trabalho", disse Moro na entrevista em Lisboa.

STF torce nariz para Moro

Não caiu bem entre ministros do STF a entrevista de Jair Bolsonaro tratando publicamente da substituição de nomes do tribunal. Noves fora alguns na corte torcerem o nariz para Moro, ainda falta um ano e meio para a saída de Celso de Mello.

Carlos Bolsonaro posta novos ataques ao STF

Carlos Bolsonaro compartilhou há pouco a reprodução de um perfil no Twitter que acusa o STF de parcialidade. Segundo as mensagens, o STF teria uma postura vigilante com medidas do governo Bolsonaro e seria leniente com supostos crimes cometidos por governos do PT. Durante a campanha, um vídeo em que Eduardo Bolsonaro falava no fechamento do STF causou desconforto entre os ministros e o então candidato Jair.

Porte de armas

“Bolsonaro emite Decreto facilitando porte de armas, desejo da maioria do povo brasileiro; STF diz que vai avaliar constitucionalidade; Bolsonaro anuncia corte de gastos nas universidades, STF diz que vai analisar medidas. Lula e Dilma enviaram milhões via BNDES às ditaduras do mundo, sem passar pelo Congresso, o que é ilegal, STF de boa, será que estavam de férias nesse período?” Certíssimo Carlos Bolsonaro, esse STF está brincando com a cara do povo brasileiro.

E por onde anda o covarde agressor de mulheres?

Segundo alguns órgãos de imprensa, inclusive este, decidiram deixar esse sujeito de lado, que não merece de fato nem mesmo ser citado. No entanto, o rapaz se acha no direito de todas as tarde ir ainda “filar” um café completo nas dependências da Câmara Municipal, logicamente à custa do povo, para não perder o costume.