Quarta-Feira, 23 de Maio de 2018
 

Acusado de assédio sexual durante o trabalho, vereador aceita acordo judicial

Waguinho não foi encontrado para comentar o assunto

Castilho - O vereador de Castilho Wagner de Souza Oliveira, o Waguinho (PV), aceitou pagar a quantia de R$ 954 (um salário mínimo) como forma de "pena restritiva de direito em prestação pecuniária" em processo que ele responde por assédio sexual. Ele estava sendo acusado de tentar abusar de uma mulher de 29 anos.

O valor vai ser depositado para o FMDCA (Fundo Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente) de Nova Independência. O montante foi dividido em seis parcelas de R$ 159,00, cuja primeira deverá ser paga no próximo dia 10 de março. O descumprimento do acordo resultará no prosseguimento da ação.

O caso foi informado à polícia em maio do ano passado pela vítima, que entregou gravações de áudio para provar a denúncia contra Waguinho. O crime teria ocorrido no dia 4 daquele mês, em um local utilizado para aulas de autoescolas. Waguinho é instrutor de direção e teria assediado a mulher durante aula.

A vítima mora em Três Lagoas (MS) e fazia aulas em Castilho. Ela disse à polícia que fez 14 aulas com Waguinho e, durante esses dias, ele vinha lhe falando obscenidades. O parlamentar teria também colocado várias vezes a mão na sua perna e lhe convidado a ir a um motel.

Gravação

Segundo o boletim de ocorrência, a vítima contou que, durante a penúltima aula, Waguinho lhe mostrou vídeo de sexo explícito e, depois, mostrou o pênis para ela. Na última aula, o vereador teria continuado a assediar a mulher lhe chamando para fazer sexo. Foi, então, que ela passou a gravar os áudios com o celular sem que ele percebesse.

A mulher deixou as aulas de direção e foi embora. No entanto, o vereador teria ido atrás dela, para que ela entrasse novamente no veículo. O marido da vítima chegou e teria repreendido Waguinho, que pediu desculpas. Waguinho foi presidente da Câmara entre 2013 e 2016. A reportagem não conseguiu falar com Waguinho.