Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
 

Por que as habilidades socioemocionais estão chegando ao currículo das universidades brasileiras

(Foto: Divulgação)

Celso Lopes de Souza - Fundador da Semente Educação, é médico psiquiatra formado pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professor da Educação Básica há mais de 20 anos

A primeira experiência de um estudante numa entrevista para estágio geralmente causa incômodo e questionamentos sobre a legitimidade da seleção. Em vez de conhecimentos técnicos, é comum o entrevistador investigar se o estudante tem criatividade, capacidade de administrar conflitos, lidar com as emoções, trabalhar em equipe, julgar e tomar decisões com assertividade. E o estudante pode se perguntar: “ora, em que momento se aprende isso na faculdade?”

Essas habilidades são algumas das chamadas socioemocionais. Caso nunca tenha ouvido a respeito desse tema, chegou a hora de começar a buscar informações e se preparar para garantir sua empregabilidade.

O mercado de trabalho atual, globalizado e altamente competitivo está focado em procurar profissionais que não possuam apenas habilidades técnicas e cognitivas, mas que saibam, sobretudo, lidar com suas emoções. Esse profissional precisa conhecer seus pontos fortes e fracos, e desenvolvê-los, insistentemente, de maneira que a sua evolução possa impactar o trabalho com outras pessoas. O sucesso de sua carreira certamente estará ligado a essas aptidões, que são as mais valorizadas.

Estudos recentes apontam que cerca de 80% dos postos de trabalho que existirão até 2030 ainda não foram criados ou, simplesmente, não existem. A única certeza é que, qualquer que seja a posição no mercado de trabalho em 2017 ou 2030, algumas habilidades necessárias nunca mudarão. E quais habilidades você acha que nunca mudariam? Acertou se pensou nas habilidades emocionais.

Diante dessa tendência, algumas faculdades já tomaram a iniciativa de incorporar dentro de suas matrizes curriculares e treinamentos corporativos aulas de desenvolvimento de habilidades socioemocionais. O Hospital Albert Einstein e o Insper, por exemplo, já estão utilizando em seus processos seletivos etapas em que o candidato é avaliado sobre essas competências. As instituições estão na vanguarda e acompanham as tendências do século XXI no mercado de trabalho.

É por isso que aprender essas habilidades pode ser um pilar central para a realização pessoal e profissional. É notória a preocupação de universidades e empresas em relação a isso. Não podemos deixar passar a oportunidade de fazer com que o Ensino Superior caminhe em direção às tendências internacionais.

No Brasil, os primeiros movimentos nesse sentido estão sendo conduzidos pela Semente Educação. Por meio da Semente Universidades, a instituição está levando até o Ensino Superior um tipo de conteúdo que ainda é incomum nas entidades educacionais brasileiras. Habilidades como autoconhecimento, autocontrole, empatia, resiliência e tomada de decisões responsáveis estão entre as competências mais requisitadas pelas grandes empresas e muitas vagas de trabalho ainda não conseguem ser preenchidas por faltarem candidatos que tenham a inteligência emocional necessária para ocupar a posição.

Portanto, é fundamental entender que, no mundo cada vez mais tecnológico e conectado em que vivemos, o principal diferencial é ser humano.

Sobre a Semente Educação (www.programasemente.com.br) – Com uma abordagem moderna e inovadora, a Semente Educação está presente em escolas e universidades brasileiras por meio do Programa Semente e da Semente Universidades, contribuindo para o desenvolvimento socioemocional de alunos e educadores. A partir de um material escrito por educadores, médicos e psicólogos, sua metodologia possibilita que sejam trabalhadas questões como sociabilidade, autoconhecimento, autocontrole, empatia e decisões responsáveis, entre outras habilidades, cada vez mais presentes no mundo do trabalho. Desta forma, a Semente Educação contribui para a alfabetização emocional.