Sábado, 17 de Agosto de 2019
 

Justiça abre ação de improbidade administrativa contra “Mário Gay”

“vereador andradinense cobrou parte do salário do assessor de gabinete e foi cassado por outras acusações na Sessão Extraordinária do dia 16 de abril”

Andradina – O juiz da 3ª Vara da Comarca de Andradina, Dr. Fabiano da Silva Moreno, acolheu pedido da promotora de Justiça, Drª RegislaineTopassi e abriu ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o vereador Mário Henrique Cardoso – “Mário Gay”.

De acordo com a representação do MP (Ministério Público), “Mário Gay” indicou Denis Renan da Silva Batista para o cargo comissionado de assessor de Gabinete da Câmara Municipal de Andradina em 14/07/2017, passando a exercer as funções do cargo no gabinete do vereador.

Após o assessor assumir o cargo comissionado, o vereador passou a cobrar "pedágios" sobre o salário do assessor do gabinete. Mário Gay exigia que o servidor Denis Batista lhe entregasse parte de seus vencimentos como forma de permanência no cargo, sob pena de exoneração, efetuando ligações telefônicas e envio de mensagens pelo aplicativo Whatsapp exigindo repasse de metade ou parte dos vencimentos, inclusive gravadas peloservidor.

Como o assessor de gabinete não aceitou repassar parte de seu salário, o vereador cumpriu as ameaças proferidas e exonerou Denis Batista do cargo de assessor de Gabinete em 08 de janeiro de 2018.

Em transcrição de áudio constante na petição do MP, o vereador Mário Henrique Cardoso afirma que outros assessores haviam lhe feito repasses de parte dos salários e que em caso de exoneração de Denis, que o próximo indicado lhe “ajudaria” com R$ 800,00. O salário bruto do assessor de Gabinete em janeiro de 2018 era de R$ 3.005,72 (bruto) e R$ 2.615,00 (líquido).

A promotora RegislaineTopassi, afirmou que os fatos narrados são extremamente graves e além de configurarem a prática, em tese, de crime de concussão previsto no artigo 316 do Código Penal, configuram a prática de ato de improbidade administrativa.

O magistrado, Fabiano da Silva Moreno, concedeu 15 dias para que a defesa do vereador Mário Henrique Cardoso apresente suas alegações. A decisão foi tomada na quinta-feira (04/04).

Cassação

O vereador Mário Gay teve mandato cassado na Sessão Extraordinária do dia 16/04, quando a Câmara de Vereadores votou a CP – Comissão Processante, com 13 votos a favor do relatório e apenas 01 voto contrário.