Sexta-Feira, 18 de Outubro de 2019
 

Obras de creche paralisada em Murutinga do Sul gera prejuízos milionários aos cofres públicos

O Povo paga a conta: “Unidade começou ser construída no 2º mandato de Gilson Pimentel e ainda não foi concluída”

Murutinga do Sul – O descaso com o dinheiro público e o descompromisso dos gestores públicos em buscar melhorias para a população, especialmente as menos favorecidas financeiramente, fica evidenciado com as obras paralisadas.

Murutinga do Sul ao longo dos últimos 10 anos é reflexo do descaso e falta de gerenciamento do dinheiro público. São ao menos 5 obras paralisadas, que vem gerando prejuízos superior a R$ 4,5 milhões de reais.

Umas das obras milionárias que está se deteriorando é a creche de educação infantil (pró-infância). O projeto foi aprovado no segundo mandato do atual prefeito Gilson Pimentel (2009) e já consumiu R$ 1.289.356,85, segundo informações obtidas pela reportagem do O Foco por meio do Portal da Transparência dos governos federal e estadual.

Com a maioria dos recursos destinados pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), a creche que deveria atender crianças do município, está praticamente condenada. Não foram realizados os serviços das instalações elétricas, hidráulicas, colocação de portas, vidros nas janelas, pisos na repartição, telhado no pátio e a caixa d’água foi executada pela metade.

A estrutura de concreto, principalmente as ferragens estão todas enferrujadas e o mato tomou conta de toda parte externa do prédio e vem avançando para a interna do que deveria ser uma creche.

O padrão de energia está ligado na rede, mas a caixa de eletricidade está sem nenhuma proteção, pondo em risco a vida de frequentadores do lugar e até mesmo de crianças, uma vez que os portões de acesso não estão trancados.

Entre maio e julho de 2011 no 2º mandato de Gilson Pimentel à frente da Prefeitura de Murutinga do Sul, o FNDE destinou R$ 340.729,19 para a unidade de uso para crianças.

Do montante, foram R$ 52.136,31 para a compra de mobiliário (mesas, bancos, berços, colchões, colchonetes, banheiras, tatames, cadeiras de alimentação, poltronas de amamentação, cadeiras com altura regulável, cadeiras para reuniões e refeições, armários de aço, armários roupeiros, mesas de reunião e trabalho, sofá, mesa de refeição para adulto, balanço de 4 lugares, túnel lúdico, gira-gira-carrossel, casa de bonecas, escorregador, gangorras para 3 lugares, R$ 48.092,88 para equipamentos (freezer de 420 litros, geladeiras fostfree de 250 litros e de 410 litros, fogão industrial de 6 bocas, fogão doméstico de 4 bocas, micro-ondas de 27 litros, esterilizados de 6 mamadeiras para micro-ondas, liquidificador industrial de 8 litros, liquidificador doméstico de 2 velocidades, espremedor de frutas industrial, balança de até 15 kg, batedeira, multiprocessador, centrífugas de frutas, cafeteira, purificador de água refrigerado, máquina de lavar, ferro elétrico, secadora de roupas, bebedouro elétrico e muitos outros itens).

R$ 340.500,00 foi aditivo para o projeto e compra dos artigos necessários. A reportagem não obteve informações se foram comprados os mobiliários e equipamentos ou qual foi a destinação dos recursos.

Após a paralisação da obra em 2012, o ex-prefeito José Célio Campos, abriu processo licitatório para a conclusão das obras.

A empresa vencedora da licitação (a mesma que não concluiu o hospital) teria o prazo até maio de 2015, mas não terminou a creche e com isso, se nem o atual prefeito Gilson Pimentel (que já está a mais de 2 anos à frente de seu terceiro mandato), nem José Célio Campos (prefeito de 2013 a 2016), tiveram o compromisso com a população murutinguense e não inauguraram a obra, que tanto iria beneficiar os pais e crianças do município e com isso a população conta com apenas uma creche pública em funcionamento no município, em um prédio antigo.