Quarta-Feira, 22 de Novembro de 2017
 

Pesquisa questiona se jovens estão preparados para envelhecer com saúde

Estudo realizado pela Economist Intelligence Unit em parceria com a Merck alerta para a importância de conscientizar pais, crianças e sociedade sobre estilo de vida mais saudável

São Paulo - A necessidade de mudança para uma longevidade mais saudável se mostra cada dia maior. Os avanços da medicina fazem com que as pessoas vivam mais tempo, mas isso não significa que a qualidade de vida dos futuros idosos será melhor que a dos idosos atuais. Segundo a pesquisa Kids and Old Age, realizada pelaEconomist Intelligence Unit (EIU) em parceria com a Merck Consumer Health, os jovens de hoje terão menos saúde quando atingirem 65 anos em comparação aos adultos que hoje têm esta idade.

O estudo foi apresentado recentemente na sede da Merck, em Darmstadt, na Alemanha, no evento Global Consumer Health Debate, que teve como tema "100 anos com saúde: os jovens estão preparados?”. O fórum, que reuniu especialistas da ONU, UNICEF, UNAIDS, Federação Mundial da Obesidade e McKinsey, além da Presidente da Inmed Brasil, Joyce Capelli, abordou questões como as ameaças mais urgentes à saúde de nossos filhos a longo prazo, o que pode ser feito dentro e fora da escola e como dividir a responsabilidade entre escola, família e comunidade.

A pesquisa, que ouviu especialistas, educadores e pais de todo o mundo, trouxe alguns dados preocupantes. Segundo o relatório, os problemas relacionados ao estilo de vida atual dos jovens já estão causando prejuízos em sua saúde e poderão contribuir para o surgimento de doenças crônicas na velhice. De maneira geral, 32% dos educadores ouvidos pela EIU afirmam que muitas crianças já sofrem de uma doença crônica e cerca de dois terços desses educadores dizem que as crianças fazem "escolhas nutricionais precárias" – no Brasil, essa proporção aumenta para três quartos dos educadores, em contraste com pouco mais de 50% na Alemanha.

O estudo mostra também que as escolas se concentram nos principais problemas detectados, como falta de exercício físico, mas ignoram temas como nutrição e cuidados com a saúde mental dos estudantes. Enquanto o esporte está no topo da lista de prioridades do currículo escolar, apenas cerca de um terço (36%) dos pais e educadores ouvidos dizem que as escolas promovem práticas mais amplas de bem-estar, como evitar o estresse e dormir o suficiente para uma vida saudável.

Outro fator complicador é a pouca evidência de que os programas educacionais escolares estejam conseguindo deter os crescentes níveis de obesidade e distúrbios mentais dos jovens. E os problemas não se restringem à sala de aula: a pesquisa mostra que eles começam e se desenvolvem em casa, com as crianças combinando estilo de vida sedentário com dietas pobres. As comunidades, por sua vez, fornecem centros esportivos e alternativas para melhorar os hábitos dos jovens, mas pouco fazem para encorajar essa mudança. No Brasil, onde cerca de um terço (34%) das crianças estão acima do peso, a obesidade pode coincidir com desnutrição, pois os jovens – especialmente os pertencentes a famílias mais pobres – consomem alimentos baratos, pesados e não nutritivos ao invés de produtos mais saudáveis e frescos.

Por fim, a pesquisa aponta uma série de mudanças que podem ajudar a melhorar a saúde das crianças em sua fase adulta. O primeiro passo, e mais essencial, é uma maior integração e cooperação entre sistemas de saúde, escolas, pais e políticas públicas, tanto a nível nacional como regional. Entre as mudanças apontadas no relatório, estão maior conscientização entre crianças, famílias, comunidades e professores acerca do estilo de vida dos jovens; maior ênfase em questões amplas de bem-estar, como nutrição, exercícios e higiene; e promoção de boas práticas de saúde fora do currículo escolar formal.

WE100: como podemos ajudar?

As conclusões da pesquisa realizada em parceria com a Economist Intelligence Unit corroboram uma preocupação já presente na filosofia da Merck, empresa farmacêutica e química mais antiga do mundo e líder em ciência e tecnologia no setor de cuidados com a saúde: precisamos auxiliar os jovens a mudarem seus hábitos para que envelheçam com saúde e qualidade de vida. Sabendo que, hoje, alguns recém nascidos já têm expectativa de vida de mais de 100 anos, a Merck se pergunta: como podemos ajudar?

Para responder a essa questão, a empresa traz para o Brasil seu movimento WE100, campanha global que tem como objetivo ajudar a preparar a sociedade para viver uma vida longa e saudável. “Estamos entrando em uma nova era, um tempo em que viveremos mais de 100 anos. Nosso propósito é assegurar que as pessoas possam envelhecer de maneira saudável e feliz, sendo uma parte atuante e importante de nossa sociedade”, afirma Roberta Farina, Diretora de Marketing da divisão Consumer Health da Merck Brasil.

O WE100 já tem iniciativas em execução na África do Sul e na Inglaterra, com programas que atuam nas escolas sul-africanas, trazendo o debate de saúde para as crianças, e em voluntariado, ajudando a inserir idosos ingleses de volta à sociedade. “Estamos ansiosos para iniciar nossas próprias iniciativas no Brasil, respeitando nossas diferenças culturais e as particularidades de nossa população”, observa Roberta. “Temos muito trabalho a fazer, e acreditamos que estimular o debate é o primeiro passo para conscientizar a sociedade sobre a importância do tema”, acrescenta.

Sobre a pesquisa

O estudo Kids and Old Age foi realizada pela Economist Intelligence Unit em parceria com a Merck Consumer Health e envolveu cinco países ricos e de renda média: África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Brasil e Índia. O objetivo do relatório foi determinar o grau em que boas práticas de saúde são ensinadas nas escolas e fomentadas em casa e na comunidade.

Para isso, a pesquisa baseou-se em três correntes de pesquisa: pesquisa de dados secundários, para determinar o quanto conhecemos sobre a educação de crianças em relação a uma visão de longo prazo de sua saúde; questionários on-line com 400 pais de crianças entre cinco e 16 anos e com 101 educadores e formadores de políticas públicas que atuam com estudantes; e entrevistas em profundidade com 18 especialistas de todo o mundo.

Mais informações, incluindo o estudo da EIU, estão disponíveis em http://www.merck-consumer-health.com/en/industry/industry.html.

Sobre a divisão Consumer Health da Merck

As marcas da divisão Consumer Health da Merck, tais como Alginac®, Citoneurin®, Floratil®, Bion3®, Cebion® e Flexive®, são líderes inovadoras em mercados de grande importância, apoiadas pela pesquisa científica e dignas da confiança dos consumidores de todo o mundo. A divisão Consumer Health conta com mais de 3.800 funcionários em todo o mundo e tem atividades em mais de 40 mercados. O portfólio consiste em marcas cujo total anual de vendas é de cerca de US$ 1 bilhão. Consumer Health é uma divisão de HealthCare dentro do Grupo Merck, cuja matriz mundial está em Darmstadt, na Alemanha.

Para mais informações, acesse http://www.merck-consumer-health.com/ ou http://www.twitter.com/merck_ch.

Sobre a Merck

A Merck é uma companhia líder em ciência e tecnologia que atua nas áreas de saúde, ciências da vida e materiais de performance. Cerca de 50.000 funcionários trabalham para desenvolver ainda mais as tecnologias que melhoram e aperfeiçoam a vida – desde terapias biofarmacêuticas para tratar desde o câncer ou a esclerose múltipla, sistemas super avançados de pesquisa e produção científica, até cristais líquidos para smartphones e televisores LCD. Em 2016, a Merck gerou vendas de 15 bilhões de euros em 66 países.

Fundada em 1668, a Merck é a mais antiga companhia farmacêutica e química do mundo. A família fundadora continua a ser a proprietária majoritária do grupo corporativo de capital aberto. A Merck detém os direitos globais sobre o nome e marca Merck. As únicas exceções são os Estados Unidos e Canadá, onde a companhia opera sob os nomes EMD Serono, MilliporeSigma e EMD Performance Materials.