Sábado, 19 de Outubro de 2019
 

Vereadores de Guaraçaí tentam intimidar jornalista

Guaraçaí - Os vereadores de Guaraçaí aprovaram um requerimento exigindo que o Presidente da Câmara os defenda da crítica que o jornalista Antonio José do Carmo fez numa reportagem, quando disse que havia pessoas suspeitando que vereadores poderiam estar legislando em causa própria, quando recusaram sem explicações, a aprovar o reajuste no valor venal dos imóveis que a nível urbano é de R$ 600,00 por lote como base do imposto de 5%. Eles querem que Toninho do Carmo seja interpelado oficiosamente e oficialmente na justiça para se retratar.

“Eu não acredito que isso esteja acontecendo em pleno Estado Democrático e numa Constituição que veda qualquer tipo de cerceamento ou de censura à liberdade de expressão. Estão querendo calar a minha boca. A advogada da Câmara recomendou que seria melhor pra mim se eu me retratasse., pois segundo ela os vereadores podem me processar. Isso inclusive é uma ameaça que me foi feita hoje (04/04) às portas fechadas na sala da presidência daquele Legislativo. Devo receber nos próximos dias, um ofício sobre essa aberração.

Uma ação, que a meu ver, é intimidatória em sua intenção e criminosa quanto a seus objetivos, pois não vou desmentir aquilo que ouvi como suspeita e probabilidade, diante das circunstâncias de pouca transparência e até de recusa de alguns vereadores em me receber para dar entrevista. Nenhum agente político pode alegar dano moral quando questionado sobre sua ação pública.

Vamos lá, que venha a inquisição que vou evocar o direito à liberdade de expressão e a ameaça de intimidação que já começou a ser configurada numa conversa aparentemente amistosa”, afirmou o jornalista. A liberdade de imprensa deve ser respeitada à luz da Constituição Brasileira. As pessoas públicas, devem ter seus atos e ações públicas, mostradas com transparência através da imprensa, pois se entende que, quando há o cerceamento das informações, supõe-se que existam atos e ações a esconder.

Antônio José do Carmo

É jornalista profissional Diplomado pelo ex Ministro do Trabalho Almir Pazianoto. Trabalha na profissão desde 1976. Durante esse período, também foi professor de matemática na Fundação Educacional de Andradina e professor de Estatística no Curso de Pedagogia das Faculdades Integradas “Rui Barbosa”. Trabalhou de 1976 até 1982 no “O Jornal da Região”, do jornalista e pioneiro Isael Soares Fernandes. Foi correspondente do Jornal O Estado de São Paulo e da Agência Estado, de 1977 a 2001. Trabalhou como correspondente nas regiões de Andradina e Araçatuba. Atuou ainda como produtor e repórter especial do Grupo Estado em São Paulo.

No Suplemento Agrícola do mesmo jornal, é autor de mais de uma centena de reportagens que ganharam capa e chamadas nas primeiras páginas do Estadão. Atuou na redação daquele jornal, juntamente com os correspondentes internacionais Willian Wack e Paulo Francis ( saudoso ), na cobertura da Guerra do Golfo. Foi repórter da Agência Visão destacado para acompanhar a segunda visita do Papa João Paulo II ao Brasil, em todo seu percurso de aproximadamente 30 mil quilômetros.

Na década de 1980 foi repórter, produtor e chefe de redação da Rede Globo de Televisão em Araçatuba, Bauru, São José do Rio Preto e Marília. Nessa empresa conquistou em equipe, vários prêmios com trabalhos destacados, entre eles um Prêmio Esso, o mais famoso entre os jornalistas. Proprietário da Agencia Visão de Publicidade e do Jornal Noroeste Rural.